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VIVA A VIDA!!!!!!!!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Magistrados estão derrubando greves

Texto: Célia Silva/Foto: Alberto Dutra

O governo e a prefeitura estão derrubando uma a uma, as greves dos servidores públicos. Ontem, duas categorias receberam a ordem da justiça para interromper a paralisação (agentes comunitários de saúde e enfermeiros). Na quinta-feira, foi a vez dos professores municipais. Os primeiros a encarar os despachos do TJ decretando a ilegalidade, foram os professores estaduais. A alegação dos magistrados é uma só: a greve é um direito do trabalhador, mas não pode conflitar com os direitos coletivos, nem ser deflagrada enquanto o processo de negociação estiver em curso.

Ontem de manhã, os professores da rede estadual de ensino queimaram os contracheques, em um ato de protesto no calçadão da rua João Pessoa. Já os professores do município, fizeram panfletagem nas ruas de Aracaju. A categoria do município está em greve desde o dia 16 de março, mas no último dia 23, a Justiça decretou a ilegalidade da greve. Até as 16 horas de ontem, a categoria ainda não havia sido notificada.

A ilegalidade da greve na rede municipal foi decretada pela desembargadora do TJ, Célia Pinheiro que determinou a retomada imediata das atividades sob pena de multa diária de R$ 15 mil a ser cobrada do Sindicato dos Professores do Município (Sindipema). A presidente do sindicato, Maria Elza da Silva, disse que a entidade ainda não foi notificada e que a programação permanece.

O ato simbólico de queimar contracheques acontece em todo o Brasil, e serve para reivindicar a implantação do piso nacional do magistério. A categoria da rede estadual está com diversas manifestações, dando seguimento à programação pós-greve. O manifesto de ontem, foi centralizado no calçadão da rua João Pessoa, onde também estavam os professores do município fazendo panfletagem pela mesma causa.

A queima dos contracheques serviu para simbolizar a insatisfação da categoria quanto ao processo de negociação do piso salarial com o Governo do Estado. “Esse ato é para mostrar a indignação contra os gestores que não pagam o piso, incluindo o governo de Sergipe, pois 96% dos educadores da rede estadual não viram em seus contracheques o cumprimento da lei do piso”, disse o presidente do Sindicato dos Professores do Estado, Joel Almeida.

Outras categorias

Os enfermeiros e auxiliares de enfermagem e os agentes comunitários de saúde, em greve por melhores condições de trabalho e de salário, também foram surpreendidos pela decisão judicial de ilegalidade do movimento paredista. Dos servidores públicos em greve, os primeiros a sentirem a força dessa decisão foram os professores da rede estadual.

Os enfermeiros tiveram a greve decretada ilegal pela desembargadora Marilza Maynard, atendendo pedido do Procurador Geral do Trabalho (PGE) formulado no dia 20. A desembargadora entendeu que o sindicato da categoria radicalizou suas posições durante o processo de negociação, que ainda não havia sido encerrado no dia 2 de abril, data da deflagração da greve.

Já a ilegalidade da greve dos agentes comunitários foi decretada pelo desembargador Luís Mendonça acatando pedido feito pela PGE, também no mesmo dia. No despacho, ele argumentou que, o exercício de greve, apesar de ser um direito do servidor, não pode conflitar com os direitos coletivos, notadamente quando coloca em perigo à saúde pública.

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A Educação como campo de disputa política

Sex, 24 de Abril de 2009 11:53

Sérgio Haddad

Os meses de abril e março vêm sendo marcados por uma intensa batalha de posições no jogo político, tendo a Educação como foco da cena. Ainda no final do mês de março, um artigo do Ministro Fernando Haddad ateou fogo ao debate por classificar como progressistas e conservadoras, posições tomadas no campo da educação onde, evidentemente, colocava as políticas do governo Lula no campo progressista e estocava as políticas do PSDB/DEM do Estado e Município de São Paulo como dentro do campo conservador. Afirmava que os conservadores - tucanos e democratas – defendem menores volumes de recursos, acusando os adversários por trabalhar contra a vinculação constitucional dos recursos para a educação. Confrontava a utilização das avaliações como mecanismo para premiar e punir trabalhadores da educação por parte da oposição, enquanto o MEC amplia os recursos daqueles que, a partir dos resultados, se comprometem com melhorias pedagógicas e de valorização do professorado. Por fim, acusa os conservadores de colocar toda a culpa dos males do ensino nas costas dos professores e sua formação, não assumindo a parte de responsabilidade que cabe ao poder público, enquanto o MEC está preocupado em valorizar o professorado e punir as agências formadoras que não cumprem com a qualidade necessária.

Dias depois, o secretário municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, respondeu ao ministro, também em artigo publicado no mesmo jornal, desqualificando a classificação de conservadores e progressistas, acusando-o de simplificar e politizar a questão educacional. Ironicamente acusa o ministro de proclamar resultados utilizando as mesmas políticas do PSDB/DEM, de defender aumento de recursos no final da sua gestão para aumentar os encargos dos governos que virão, e saiu em defesa das políticas do governo Serra de bônus ao professorado como uma “forma de premiar aqueles que cumprem melhor o seu papel: educar”.

Reforço no time

Ainda no mês de março, novos lances ocorreram. No dia 11, o ministro Fernando Haddad anunciou, em solenidade na Andifes - A Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior, a proposta de mudaa no acesso às universidades pelo novo Enen. . No dia 30, as diretrizes da proposta foram enviadas formalmente à associação e a discussão ganhou visibilidade pública provocando polêmicas entre os principais contendores da batalha política

O governo Serra, por sua vez, substituiu a secretária de Educação Maria Helena Guimarães pelo ex-ministro do governo FHC e atual deputado federal, Paulo Renato de Souza. Depois de uma desastrada gestão, que culminou com a distribuição de livros didáticos com mapas onde havia dois países com nome de Paraguai e o Equador não existia, Maria Helena Guimarães saiu para dar lugar a um profissional da política, um dos caciques do PSDB, que chegou com a clara intenção de reforçar a campanha do Governador Serra.

Na sua primeira entrevista, Paulo Renato afirmou que sua chegada à secretaria é "compromisso partidário em um momento delicado da vida política do país". Quanto às políticas educacionais da sua antecessora, nada muda, pois o ex-ministro não só elogiou como convidou sua colega a permanecer como auxiliar das suas ações, assim como já havia ocorrido no tempo de ministro, quando Maria Helena foi uma das principais colaboradoras e técnicas. Quanto ao novo Enem, o secretário disparou em entrevista ao jornal FSP: “ A proposta tem méritos, mas está mal formulada...O exame hoje avalia competências e habilidades gerais. Não serve para selecionar candidatos para cem vagas disputadas. Ele ficadescaracterizado.”

Sindicatos e movimentos sociais também em cena

Mas o ambiente de disputa não se encerra no âmbito dos principais partidos e entre os pólos do governo federal e o governo estadual e municipal de São Paulo. Os movimentos sociais e sindicais saíram a campo para se posicionar sobre temas variados que impactam os pólos políticos em disputa.

Depois dos intensos protestos nacionais pelo fechamento das escolas itinerantes do estado do Rio Grande do Sul, governado pelo PSDB de Ieda Crusius, em função da decisão do Ministério Público daquele Estado, o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, manifestou sua contrariedade com o fato durante audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Em solidariedade ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o secretário defendeu a prioridade do direito à educação das criaas e alunos privados de freqüentar as escolas.

Em São Paulo, ao mesmo tempo em que ocorria a mudaa na Secretaria do Estado, os movimentos estudantis UNE e UBES saíram às ruas em passeata para apoiar o fim do vestibular, mas em defesa de um Enem que fosse seriado e não apenas no último ano, como forma de aprimorar o ensino médio. As manifestações dos estudantes deixaram claramente uma marca de oposição e crítica ao novo secretário Paulo Renato de Souza.

No plano federal a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE pediu audiência ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, para acelerar o processo de julgamento do novo piso salarial. Com paralisação dos professores marcada para o dia 24 de abril, a CNTE defende a proposta governamental do piso salarial nacional com um terço das horas dedicadas a atividades externas à sala de aula, como preparação de aulas, correção de material e reuniões pedagógicas. Alguns governos estaduais, particularmente os de oposição, questionam no supremo o seu mérito.

Fiel da balaa?

O que está em jogo em meio a estas lutas de posições? Por um lado, o governo Serra e sua candidatura à presidência da República. A Educação é um dos pontos mais criticados da gestão tucana, que em 15 anos no poder do estado mais rico da federação poucos resultados têm a apresentar. Depois de inúmeros secretários e secretárias, com propostas e estilos completamente diversos, que vai do carismático-religioso secretário Gabriel Chalita à truculência da secretária Maria Helena Guimarães, o governo tucano não conseguiu conferir identidade à política educacional do Estado de modo a impor suas orientações programáticas e prever resultados. Nem mesmo resultados quantitativos, como ocorreram na época do Governo FHC, quando uma equipe permanente e coordenada ideologicamente logrou impor suas políticas em acordo com as orientações neoliberais do momento.

No outro pólo o governo Lula, com o Ministro Fernando Haddad, um dos candidatos do PT ao governo do Estado. Diferentemente do que ocorre no governo Serra, a área educacional do governo Lula tem sido uma das mais bem avaliadas pelas pesquisas de opinião, apesar de estarmos muito longe de um bom sistema educacional. Depois de um primeiro mandato com 3 ministros em 4 anos, sem uma atuação coordenada e lógica que mostrasse uma política educacional petista, e que pudesse confrontar o arrumado discurso neoliberal do governo anterior, o segundo mandato mostrou mais estabilidade, com um discurso mais coerente e algumas ações inclusivas e diferenciadas, com resultados ainda por serem avaliados.

Quem manda?

Por trás destes pólos de luta política, há o regime federativo, um dos nós da política educacional brasileira e para o sistema nacional de educação. O governo federal tem dificuldades em gerir políticas nacionais na educação básica, pois a responsabilidade é dos estados e municípios. Muitas das propostas nacionais promovidas pelo governo federal encontram resistências, principalmente nos governos estaduais de oposição, que acabam por questionar inclusive a constitucionalidade destas medidas. Assim foi e tem sido com a proposta do piso salarial nacional, com a implementação de uma política nacional de formação de professores, com o novo Enem, com os modelos de avaliação. Sem entrar no mérito destas medidas, o que se percebe é que o regime federativo, por suas características, tem sido instrumento nesta batalha de posições.

Resta, portanto, ao cidadão comum, aos movimentos sociais e sindicais, e à população em geral, influir para que a disputa política eleitoral, que tem na educação um campo agora privilegiado, seja voltado para algo que é central: uma política de Estado que tome nas mãos a responsabilidade por universalizar a oferta e garantir a qualidade do ensino.

Sérgio Haddad é economista, doutor em educação, coordenador geral da Ação Educativa e Diretor Presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos


FONTE: SINTESE

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Sergipe vai ao STF para descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal

Folha de São Paulo

Graças a uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal), o Estado de Sergipe conseguiu suspender, no ano passado, as sanções previstas na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) para o descumprimento de limites de gastos com pessoal.

Pela LRF, o Estado estaria impedido de receber repasses da União e contrair empréstimos porque a Assembleia Legislativa, o próprio Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público já estouraram o teto fixado para despesas com pessoal. As perdas, à época, somariam R$ 559 milhões.

Mas o Estado entrou com uma ação contra União, sob a alegação de que a punição viola o princípio de separação de poderes.

"O Estado de Sergipe (Poder Executivo), dessa maneira, é responsabilizado por obrigações que não são suas, sendo penalizado por inadimplências que não lhe podem ser imputadas, porque de responsabilidade de outros gestores", diz a ação.

Outro argumento tem ganhado força entre administradores: de que os gastos de todos os três Poderes estão dentro do limite global do Estado, que é de 60%.

De acordo com relatórios apresentados à Secretaria do Tesouro, os Estados de Alagoas e Rio Grande do Norte ultrapassaram, já no ano passado, o limite prudencial, a partir do qual não é mais possível contratar nem conceder reajustes.

Com o agravamento da crise, Acre, Minas e Paraíba ficaram à beira do teto.

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domingo, 26 de abril de 2009

Déda determina que reajuste dos servidores seja anunciado até a 2ª quinzena de maio

O governador Marcelo Déda esteve reunido durante a manhã deste sábado, 24, com todo o secretariado estadual no Palácio de Veraneio. O principal ponto de pauta foi a avaliação dos reflexos da crise econômica nas finanças públicas e os redirecionamentos que serão adotados para minimizar os efeitos da crise em Sergipe.

Ao iniciar a reunião, o assessor econômico do Gabinete do Governador, Ricardo Lacerda, expôs uma o panorama geral da situação econômica mundial, que denominou de ‘a maior crise econômica desde 1929’. “Estamos no momento em que a crise não diminuiu, ela apenas deixou de piorar. Vivemos um momento delicado em que o setor mais atingido foi a indústria. O Produto Interno Bruto [PIB] do país vinha crescendo mais de 6% nos três primeiros trimestres de 2008. No último trimestre, o país cresceu menos de 2%”, explicou o economista.

Para avaliar os reflexos da situação em Sergipe, o secretário da Fazenda, João Andrade, examinou as finanças estaduais. Segundo apontou nos gráficos, os tributos que mais sofreram queda foram o Fundo de Participação dos Estados (FPE), os royalties e o Cide (imposto sobre a gasolina). “Considerando que o FPE corresponde a 51% da receita e que teve uma queda de 10,5%, o panorama é que a arrecadação do Estado teve uma queda significativa”, informou o secretário. A arrecadação dos royalties, tributo utilizado para investimentos em estradas, também teve queda de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O governador Marcelo Déda chamou atenção para o fato de o Estado ter arrecado menos no primeiro semestre de 2009 do que o mesmo período do ano anterior. “Nós arrecadamos R$ 12 milhões a menos do que o primeiro semestre do ano passado. É uma coisa inédita a receita nominal do trimestre de um ano ser inferior ao mesmo período do ano anterior”, enfatizou.

Para não afetar os investimentos que o Governo tem feito em obras estruturantes para Sergipe, Déda determinou que novas diretrizes de contingenciamento sejam adotadas. “No começo deste ano, quando falamos de contingenciamento se mostrou bastante lógica a prerrogativa de que nenhuma secretaria gastaria mais do que 2008, prevendo que os efeitos da crise estagnassem. O problema é que esse corte terá que ser maior porque estamos tendo uma receita inferior a 2008”, frisou o governador.

A partir de agora, segundo orientação do governador, a meta é que as secretarias diminuam ainda mais o custeio. “Temos que rever as metas que foram estabelecidas no início do ano do ponto do ajuste fiscal que precisa ser feito. A revisão dessas metas vai passar por um aperto muito forte no custeio. Vamos trabalhar com uma meta que pode chegar a uma redução de até 10% em relação a 2008”, determinou.

Negociação

Durante a reunião, também ficou estabelecido a retomada da Mesa de Negociação do Estado. A mesa agora será presidida pelo secretário de Estado da Administração, Jorge Alberto. O governador determinou que até a segunda quinzena de maio o reajuste salarial dos servidores seja anunciado.

Ne Notícias

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CLÁUDIO HUMBERTO escreve sobre os problemas entre o governo e PMs

Cláudio Humberto

Deda ameaça PMs que pedem aumento

Policiais militares de Sergipe acusam o governo estadual pressionar para que parem de reivindicar aumento salarial. O absurdo é tanto que até o governador Marcelo Deda (PT) teria ameaçado, “depois de uns goles”, o sargento da PM Jorge Vieira, em uma festa. O chefe de gabinete militar do governador, tenente-coronel Carlos Augusto, também teria ameaçado com “punições” os PMs que continuarem a discutir o aumento.

Só reuniões

Os policiais ameaçados são presidentes de associações de PMs no Estado. Proibidos por lei de fazer manifestações, realizam “encontros”.

Tô fora

O governador Marcelo Deda e sua assessoria de imprensa se recusaram a comentar as denúncias.

Coincidência

Na semana passada o promotor da 6ª Vara Militar de Sergipe denunciou por crime de “motim” os PMs que reivindicavam melhores salários.

Panelaço

A Associação das Mulheres dos Policiais Militares de Sergipe realizarão um “panelaço” contra a ação da promotoria na próxima semana.

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sábado, 25 de abril de 2009

6 MESES NO SENADO GARANTEM PLANO DE SAÚDE FAMILIAR VITALICIO. CUSTO: R$17 MI

Benefício dos 81 senadores e 310 ex-parlamentares custa R$ 17 milhões por ano à Casa

Os 310 ex-senadores e seus familiares pensionistas custam pelo menos R$ 9 milhões por ano, cerca de R$ 32 mil por parlamentar aposentado. Detalhe: para se tornar um ex-senador e ter direito a usar pelo resto da vida o sistema de saúde bancado pelos cofres públicos é preciso ocupar o cargo por apenas seis meses. Antes de 1995, a mordomia era ainda maior: bastava ter ficado na suplência por apenas um dia.

No total, os 81 senadores da ativa e os 310 ex-senadores e seus pensionistas usufruem de um sistema privilegiado de saúde que consome cerca de R$ 17 milhões por ano. Os parlamentares da ativa e seus familiares não têm limite de despesas com saúde: em 2008, gastaram cerca de R$ 7 milhões - R$ 80 mil por senador.

No ano passado, os gastos globais do Senado com saúde para parlamentares e servidores foram de R$ 70 milhões. O Senado não divulga, no entanto, o valor dessas despesas apenas com senadores. O diretor-geral, Alexandre Gazineo, alega que precisa de tempo para obter esses dados.

O Estado apurou que, em 2008, o Senado gastou cerca de R$ 53 milhões com a saúde de 18 mil servidores efetivos e comissionados, entre ativos e inativos. Ao contrário dos senadores, que não descontam um tostão para ter todas as despesas de saúde pagas, os servidores em atividade e inativos têm descontados, em média, R$ 260 por mês. O custo de cada servidor ao ano é de cerca de R$ 3 mil.

Para este ano, a previsão feita no Orçamento estabeleceu R$ 61 milhões para arcar com a saúde dos senadores e servidores. Na quinta-feira, o Senado anunciou contingenciamento de R$ 25 milhões nas despesas médicas e odontológicas. Ou seja: o orçamento de 2009 deverá ficar em R$ 36 milhões. A área técnica do Senado está convicta de que o corte recairá integralmente sobre a saúde dos servidores. Os senadores continuarão com as despesas ilimitadas.

Técnicos começaram a fazer estudo para compensar o corte no orçamento deste ano no plano de saúde dos servidores. Uma das hipóteses é aumentar a contribuição dos funcionários. Atualmente, existem 262 servidores e funcionários comissionados em tratamento de câncer à custa do Senado. Diante do anúncio de contingenciamento, 18 famílias procuraram a direção do Senado nas últimas 24 horas para saber se serão atingidas com o corte de gastos.

O pagamento das despesas médicas de senadores, ex-senadores e dependentes é regulamentado pelo Ato nº 9, de 8 de junho de 1995. A norma prevê que o Senado arca com todas as despesas dos senadores, sem limites. Estabelece até o pagamento de cirurgias e tratamento médico no exterior. Tudo tem de ser autorizado pela Mesa Diretora, que raramente nega o pedido de gastos médicos.

O limite de R$ 32 mil de gastos anuais para ex-senadores, aliás, é frequentemente ignorado. É o caso, por exemplo, do ex-senador Reginaldo Duarte (PSDB-CE) - ele recebeu R$ 45.029,02 de ressarcimento em gastos médicos, em fevereiro deste ano. Levantamento feito no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) pelo site Contas Abertas mostra que o ex-senador Carlos Wilson (PT-PE), que morreu no início de abril, recebeu R$ 114.513,49, no ano passado.

Isso deve referir-se a gastos com saúde, disse o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI). Carlos Wilson foi senador até o início de 2003, quando deixou o Congresso e assumiu a presidência da Infraero. Em 2006, ele se elegeu para a Câmara, onde passou usufruir do direito de ter as despesas de saúde custeadas. Ele teve ressarcimento de despesas de médicas. Mas não sei dizer quanto foi, afirmou o segundo-vice-presidente da Câmara, ACM Neto (DEM-BA).

Além dos senadores e ex-senadores, a regalia de atendimento médico vitalício também é estendida aos servidores que ocuparem o cargo de diretor-geral e secretário-geral da Mesa. Essa mordomia, criada em 2000, beneficia hoje Agaciel Maia, que deixou o cargo em março por não ter registrado em seu nome a casa onde mora, avaliada em R$ 5 milhões. Outro favorecido é Raimundo Carreiro, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

RAIO X

Balanço das despesas com saúde senadores e ex-senadores

Parlamentares

81 senadores não têm limites de gasto com saúde. Basta apresentar a nota com a despesa

Eles não têm desconto para usufruir do sistema de saúde

O Senado gasta cerca de R$ 7 milhões por ano com esse sistema

A previsão orçamentária estabelece ao menos R$ 80 mil por ano para gastos de saúde de cada senador e dos seus familiares. Ou seja, cerca de R$ 7 mil por mês

Há verba de R$ 25 mil ao ano para tratamento psicológico e dentário dos senadores e familiares

Ex-parlamentares

310 ex-senadores e pensionistas que têm direito vitalício ao pagamento de saúde financiado pelo Senado

No ano passado, 112 ex-senadores pediram ressarcimento de gastos médicos. Entre eles, Carlos Wilson, que morreu no início do mês, e Jamil Haddad

Os ex-senadores e suas famílias também não contribuem para ter direito ao sistema de saúde

A estimativa é de que o Senado gaste de R$ 9,6 milhões por ano com o pagamento de despesas de saúde de ex-senadores e pensionistas

Os gastos com saúde de ex-senadores estão limitados a R$ 32 mil por ano - R$ 2,6 mil mensais, incluídas despesas com tratamento odontológico e psicológico.

(O Estado de São Paulo)


ESSES CARAS SÃO DEUSES?

ESSE É O MEU BRASIL. O SENADO TORRANDO O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES. E A POPULAÇÃO PASSANDO FOME. FALTA SAÚDE,EDUCAÇÃO,TRABALHO,SANEAMENTO E RESPEITO COM DINHEIRO DO POVO. ELES LUGRAM COM A MISÉRIA DOS OUTROS.

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“Órfãos do Piso” queimam contracheques em ato público

Professores da rede estadual e das redes municipais de Sergipe queimaram cópias de seus contracheques no ato público realizado pelo Síntese, na manhã de hoje, 24, em Aracaju. A atividade encerrou a programação de luta da 10ª Semana em Defesa e Promoção da Educação Pública, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

Além da questão das condições de trabalho e políticas educacionais o cumprimento da lei 11.738/08 que institui o Piso Salarial Profissional Nacional também está em pauta. “Os professores vieram para as ruas mostrar a indignação contra os gestores que não pagam o piso, incluindo o governo de Sergipe, pois 96% dos educadores da rede estadual não viram em seus contracheques o cumprimento da lei do piso”, disse o presidente do Sintese, Joel Almeida.

Os professores também distribuíram panfletos e informativos sobre o piso. Para encerrar o ato os professores da capital e interior fizeram uma caminhada pelas ruas do centro comercial de Aracaju.

Debate na Alese

Dia 28, o presidente do Sintese, Joel Almeida, irá utilizar a tribuna da Assembléia Legislativa com objetivo de mostrar aos deputados a Lei do Piso e como o governo do Estado a está descumprindo, pois 96% dos professores ainda não viram mudanças em seus contracheques.

Os professores estão na expectativa da realização da segunda audiência no Tribunal de Justiça, o prazo dado pelo desembargador, Edson Ulisses, se encerra no domingo, dia 26. O sindicato espera que o governo apresente uma formulação para que o piso seja efetivamente implantado na rede estadual.

Na quinta, dia 30, o sindicato realiza assembléia, às 9h, no Instituto Histórico e Geográfico.

Fonte: Sintese

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