onselectstart='return false'

*

VIVA A VIDA!!!!!!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Estiagem chega a oito meses em alguns pontos de SE

Há oito meses não chove em Canindé do São Francisco e a estiagem secou os baldes de leite que diariamente abasteciam o comércio local, como os da roça de dona Lurdinha, que tirava mais de 150 litros por dia. Devido à queda na oferta, Lidiane, que trabalha fazendo queijos, não lembra quando viu a carroça do leite cedinho em sua porta. “Tem que trazer de Glória [o leite] pra fazer queijo e tá bem mais carinho”, explica a moça.

Assim como o leite e seus derivados, a falta de chuva provocou a longa falta de feijão, milho e outros alimentos nas terras do semi-árido sergipano. Os grãos, antes vendidos a

Dona Lurdinha lamenta a falta de agua e dinheiro
baixos valores nas feirinhas das cidades do interior, hoje estão bem mais caros. Mas enquanto o consumidor urbano lamenta a alta nos preços, o sertanejo vai sofrendo uma tragédia a conta-gotas.

“Todo dia é uma perda. Morre um boi hoje, outro depois de amanhã, aí mais outro pra semana, um outro para o mês e assim vai indo. Desde que a chuva sumiu já perdi dez cabeças de gado, isso fora a plantação de milho e de feijão que secaram”, conta seu Oviêdo, morador do povoado Queimadas, no município de Poço Redondo. O vizinho dele chegou a perder 45 animais. Um prejuízo que só

Seu Oviêdo e uma de suas fracas vacas
aumenta ao passar dos dias.

Para dar de beber aos bichos e na tentativa de salvar a produtividade da terra, Oviêdo paga R$ 70 a um carro-pipa que leva água até sua propriedade de três em três dias. Apesar da pouca instrução, rapidinho fez as contas. “É R$ 700 por mês, é um dinheiro que não tenho”, diz. O serviço não é pago no ato, é venda fiada que o agricultor não pode fazer na compra de ração. “Aí fico vendo o gadinho fraco ali, tem dias que me entristece tanto que você nem queira saber”, emociona-se.

Cisternas amenizam problema

Dona Isabel e família: cisterna foi benção
Na casa de dona Isabel, em Monte Alegre, o gado é pouco e ela não precisa gastar com o carro-pipa, já que a sua cisterna é abastecida periodicamente pelo Exército. Lá a família enfrenta as dificuldades típicas do período, mas de sede ninguém sofre. “Essas cisternas foram uma benção de Deus pra gente. Ainda mais essas que são cobertinhas, a água fica limpinha, friinha”, detalha.

Esse tipo de cisterna foi construído nas regiões mais secas do país pelo Governo Federal através do Programa 1 Milhão de Cisternas, que apesar de muito elogiado está parado. Ambientalistas e agrônomos aprovam a implantação desses

Estiagem vai matando rio
reservatórios em lugares como essas cidades classificando-os como soluções rápidas e mais baratas ao sofrimento provocado pela estiagem de chuva.

Déda quer agilidade

Procurado pelo Portal Infonet para comentar o assunto, o governador de Sergipe, Marcelo Déda, afirma que o Estado deu todo o suporte técnico para que nove cidades decretassem estado de emergência ou calamidade viabilizando a intervenção da União. “Também já falei com o ministro do Desenvolvimento

Carro-pipa cobra R$ 70 por água (Fotos: Gal Santana)
Agrário para agilizar a liberação de recursos aos agricultores que perderam suas safras ou nem conseguiram plantar devido á seca”, revela Deda.

Enquanto houver o próximo dia, a próxima semana, o próximo mês, o sertanejo vai empurrando as dificuldades que o clima lhe impôs com a esperança impregnada nos olhos que vira e mexe estão direcionados para cima no desejo de que o céu lhes traga boas notícias.

Por Glauco Vinícius e Raquel Almeida

Fotos: Gal Santana

Continue lendo...

Pagar por trabalhos acadêmicos é meio fácil para obter diploma

Adrine Cabral está encerrando o curso de Comunicação Social na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Como se encontra no último período, ela está desenvolvendo seu trabalho de conclusão de curso (TCC). “Tenho dedicado quatro horas do meu dia para a monografia e sei que à medida que o tempo for passando, terei que me esforçar ainda mais”. Mas o 'trabalho duro' não é a realidade de todo estudante que precisa fazer um artigo científico ou TCC. Muitos optam por pagar para que outras pessoas façam o trabalho, para não 'perderem' tempo desenvolvendo o projeto.

São anúncios de pessoas em jornais e sites específicos que oferecem o serviço de 'assessoramento' de atividades acadêmicas ou produção de monografias e trabalhos científicos. O TCC é obrigatório para a conclusão da maioria dos cursos superiores e por isso, muitos recorrem a estes serviços para garantir a aquisição do diploma. A procura pela 'terceirização' das monografias é grande.

Adrine prefere produzir seu próprio TCC
“Eu nunca fiz publicidade do meu trabalho, mas as pessoas começaram a me procurar com grande recorrência e a partir daí, percebi que dava para ganhar dinheiro com a produção dos trabalhos”, informa Alex (nome fictício). Ele produziu trabalhos acadêmicos para terceiros por mais de quatro anos e explica que começou a fazer isso no início da faculdade de Publicidade em uma instituição particular de Aracaju, quando um colega lhe ofereceu dinheiro para fazer sozinho uma atividade que seria em dupla.

“Desde então, os meus colegas de turma começaram a me procurar e eu passei a ser requisitado por pessoas de outros cursos e universidades”, informa Alex. A partir daí, o estudante percebeu que o serviço era lucrativo e como ele estava com tempo disponível, passou a aceitar os trabalhos que lhe eram solicitados. “Já cheguei a lucrar mais de R$ 1 mil por mês, desenvolvendo vários trabalhos ao mesmo tempo”, ressalta.



Qualidade dos trabalhos

“Eu não pagaria para outra pessoa fazer um trabalho para mim. Não confiaria”, afirma Alex. Mesmo garantindo que os artigos que produz agradam os professores, ele não entregaria uma atividade sua para outro estudante fazer. “Prefiro fazer os meus trabalhos. É mais confiável”, esclarece.

Segundo ele, com a prática, fica “fácil” fazer os trabalhos. “Sei fazer da forma que os professores gostam”, enfatiza o estudante. Entretanto, ele afirma que a produção de uma monografia ou de um projeto de pesquisa requer a participação do responsável pelo trabalho. “A pessoa precisa acompanhar o desenrolar da pesquisa até mesmo para saber apresentar o projeto ao final das atividades”, explica Alex. Ele afirma que durante o período que trabalhou com a produção desses artigos, nunca fez uma monografia sem a colaboração do estudante responsável pelo projeto.

Já a estudante Márcia (nome fictício) informa que produz o trabalho sem participação do estudante, contanto que ele pague R$ 10 por página escrita. “Geralmente, uma monografia possui de 50 a 100 páginas, variando de acordo com o tema abordado e eu cobro seguindo o número de páginas do trabalho”, destaca.

Muitos estudantes optam por comprar monografias prontas / Foto: Arquivo Infonet
Perfil dos interessados

Estudantes que trabalham durante o dia e estudam à noite formam o perfil dos 'clientes' desses serviços. “Além dos meus colegas do curso de Publicidade, eu também fiz muitos trabalhos para estudantes de Administração, Ciências Contábeis e de cursos de pós-graduação”, informa Alex. Mas além desses, "muitos estudantes que não querem ter o trabalho de pesquisar o assunto também pagam pelos meus serviços", argumenta.

Atitude "condenável"

O professor universitário Matheus Felizola condena a prática. Para ele, “tanto o aluno que paga para fazer o trabalho como aquele que recebe por tal serviço estão errados”. Embora o professor acredite não ter tido nenhum aluno que pagou pela monografia, ele informa que já flagrou vários trabalhos acadêmicos feitos por outras pessoas. “Dá para perceber quando o trabalho não é produzido pelo aluno”, ressalta Matheus.

Analisar o histórico do aluno, comparar o texto do trabalho com outros escritos pelo estudante e indagá-lo sobre a pesquisa, questionando-o sobre pontos importantes dos resultados apresentados no artigo são as formas que o professor Felizola utiliza para descobrir os trabalhos comprados. “Instigar o aluno sobre a pesquisa e avaliar o texto são meios eficazes para descobrir essa prática”, orienta o professor.

Matheus Felizola informa que já passou pela situação várias vezes. “Em todos os casos em que desconfiei da origem do trabalho, questionei os alunos, eles confessaram que não foram os autores da pesquisa e levaram nota zero pela atitude”, afirma.

Por Valter Lima

Continue lendo...

ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR JÁ PODEM SE INSCREVE NO FUNDO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL

Agência Brasil

Brasília - Estudantes do ensino superior interessados em participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) já podem se inscrever. O programa é destinado a alunos de instituições particulares que não têm condições de arcar integralmente com os custos de sua formação. As inscrições devem ser feitas até 17 de abril pela internet.

O candidato deve preencher a ficha de inscrição, imprimi-la em duas vias e entregá-la na instituição de ensino onde estuda. O financiamento estudantil é operacionalizado pela Caixa Econômica Federal, que financia de 50% a 75% das mensalidades.

A taxa de juros do Fies é fixa: de 3,5% ao ano para os cursos de licenciatura, pedagogia, normal superior e tecnológicos e de 6,5% ao ano para as demais graduações.

Ao longo da graduação, o estudante se compromete a pagar uma taxa de até R$ 50 a cada três meses. Após a formatura, o ex-aluno tem um período de carência de seis meses e em seguida deve começar a pagar as prestações.

Continue lendo...

Oposição reconhece: crise terá impacto menor na economia brasileira

A crise financeira mundial Entenda o assunto terá um impacto relativamente menor no Brasil do que nos países mais ricos e desenvolvidos, admitiu nesta sexta-feira (17) a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). Mas reconheceu que a turbulência "não será nenhuma marolinha", conforme garantiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando dos primeiros sinais de instabilidade.

Marisa Serrano atribuiu, entretanto, a resposta positiva da economia brasileira à crise financeira a dois fatores: o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer), criado em 1995 no Fernando Henrique Cardoso para enxugar todo o sistema através de fusões entre bancos; e à capacidade de trabalho e empenho que o setor produtivo nacional está tendo para enfrentar a onda recessiva.

- Em meio à crise, que ataca as principais economias mundiais, o saldo comercial brasileiro foi positivo em US$ 749 milhões na segunda semana de abril. Essa reação é fundamental para que a indústria neutralize o quanto antes as pesadas perdas acumuladas nos últimos seis meses que chegam a R$ 25 bilhões - afirmou a senadora.

Investimento

Marisa Serrano destacou ainda a construção da fábrica da multinacional norte-americana International Paper no município de Três Lagoas (MS). Segundo ela, o investimento é estimado em cerca de US$ 300 milhões e deve representar um aumento de 300% no Produto Interno Bruto (PIB) do município.

A senadora previu que na esteira da construção da nova fábrica serão instaladas na região, a curto prazo, cerca de 15 grandes e médias empresas, que passarão, conforme observou, a prestar serviços relacionados à fábrica, "gerando mais emprego e renda para Três Lagoas e municípios vizinhos".

Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Continue lendo...

Líder do PT quer que Senado aprove 2ª parte da PEC dos Vereadores

Ao fim da reunião desta terça-feira da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), o líder do PT, deputado Cândido Vaccarezza (SP), propôs que os líderes dos partidos se juntem para pedir ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que aquela Casa vote a segunda parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Vereadores (333/04), a qual prevê a redução dos gastos das câmaras de vereadores. Esse foi o motivo para a não promulgação da proposta pela Câmara no ano passado.

Na sua avaliação, dessa forma a PEC chegaria aprovada na Câmara e não haveria mais problemas para ser promulgada. Vaccarezza disse que fazer disso uma luta política só vai prejudicar os próprios vereadores.

Segundo ele, o recurso apresentado pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) contra a não promulgação da proposta pode até ser aprovado pela CCJ, mas seria inviável promulgar a PEC sem a segunda parte.


Reportagem - Vânia Alves
Edição - Newton Araújo


(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

Continue lendo...

CEC realiza audiência sobre implantação do piso

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara e a Frente Parlamentar em Defesa do Piso dos Professores realizam na próxima quinta-feira (2), às 9h, no Plenário 10, uma audiência pública para analisar a implementação do piso salarial profissional do magistério público no Brasil. A coordenadora da frente, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), explicou que a reunião contará com a participação de representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), dos sindicatos estaduais filiados à Confederação, e de parlamentares federais e estaduais que defende o piso.

Como parte das ações em defesa do piso, a Comissão de Educação, a Frente em Defesa do Piso e a CNTE estão solicitando audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e com o ministro Menezes Direito (encarregado em produzir o acórdão da liminar à ADI 4167), para cobrar o imediato julgamento do mérito da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei do Piso.


Manifestação - Também no dia 2 de abril, quinta-feira, a CNTE e suas afiliadas realizarão um grande ato público em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para exigir o cumprimento da Lei 11.738/08, a publicação do acórdão referente à liminar concedida à ADI 4167, e o julgamento do mérito da ação movida contra a Lei do Piso pelos governadores considerados pela categoria “Inimigos da Educação, Traidores da escola pública”. Na ocasião, os professores que ainda recebem menos de R$ 950,00 vão apresentar seus contracheques.

Também será cobrada a publicação do acórdão relativo à ADI 3772, que estendeu a contagem do tempo da aposentadoria especial do magistério para os professores que desempenharam, ao longo da carreira, funções de direção escolar, coordenação ou assessoramento pedagógicos.

Paralisação nacional - No dia 3 de abril, A CNTE também está convocando uma paralisação nacional dos trabalhadores em educação para exigir a implementação do Piso Salarial Profissional Nacional pelos estados e municípios. Segundo a CNTE, a lei estabelecendo o valor do piso em R$ 950,00 não está sendo cumprida e por isso a categoria vai parar em todo o país. A data e duração da greve nacional pelo piso serão definidas no próprio dia 3, durante a reunião do Conselho Nacional de Entidades da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

DEP.IRAN BARBOSA

Continue lendo...

Os trabalhadores não podem pagar a conta

No último dia 30, segunda-feira, na véspera do Brasil lembrar os 45 anos de início dos horrores da ditadura militar, várias centrais sindicais e movimentos populares em todo Brasil vão sair às ruas para dizer em alto e bom som que a crise do capitalismo não é culpa dos trabalhadores e, portanto, eles não podem pagar por ela.

Em Sergipe o ato será na parte da manhã, com concentração às 8h30 na praça da Bandeira. Em seguida será realizada uma caminhada até o centro da cidade, passando por bancos, órgãos públicos, Câmara de Vereadores, Assembléia Legislativa e Tribunal de Justiça. Todos os trabalhadores, empregados ou não, estudantes, todos foram convocados para o dia 30.

Apesar do tema central desse dia de luta tratar de
"não às demissões, pela redução dos juros, pelos investimentos públicos e em defesa dos direitos trabalhistas e sociais", as pautas locais de luta dos sindicatos e movimentos estarão presentes, a exemplo, dos professores que lutam pelo piso salarial, dos médicos que estão em greve, dos agentes de saúde, dos policiais militares, dos comerciários, dos estudantes e o aumento da tarifa de ônibus, dos trabalhadores rurais sem terra, das mulheres, dos negros, etc, etc, etc...

Já chegou a hora da grande mobilização social contra a crise. Um dos alvos do ato são os bancos que batiam recordes e recordes de lucros antes da crise e com a crise, provocada também por eles, continuam lucrando com a miséria da maioria da população.

Trabalhadores da cidade e do campo marcharão em Sergipe também pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

Segundo nota da convocação do ato, em vários países, entre eles no Brasil,
estão sendo torrados trilhões de dólares para cobrir o rombo das multinacionais, em um poço sem fim, mas o desemprego continua se alastrando, podendo atingir mais 50 milhões de pessoas. O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultante de um sistema capitalista que entra em crise periodicamente e transformou o planeta em um imenso cassino financeiro, com regras ditadas pelo "deus mercado". Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a classe trabalhadora pague a fatura em forma de demissões, redução de salários e de direitos, injeção de recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalização dos movimentos sociais. Basta!

A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise, prejudicando fundamentalmente os mais pobres, nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada sem reduzir os salários, acelerar a reforma agrária, ampliar as políticas públicas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

Infelizmente, em Sergipe, os governos estadual e municipal (Aracaju) não estão sensíveis às pautas dos trabalhadores e dos movimentos e agem de forma truculenta contra as melhorias salariais e de condições de trabalho. Em Sergipe será preciso dizer também, nas ruas, que os trabalhadores não vão pagar a conta da crise. É preciso lembrar que os trabalhadores não mudaram de lado, ao contrário de muitos. Participe do ato do dia 30!

Dia simbólicoO dia 30 também é simbólico, pois nesta data se lembra a defesa da terra Palestina, a solidariedade contra a política imperialista do Estado de Israel, pela soberania e autodeterminação dos povos.

Contra-ponto - Edson UlissesNa coluna da última segunda-feira, dia 23, a advogada Márcia Menezes, uma profissional das mais sérias e comprometidas com a Justiça que conheço, lamentou o artigo sobre “Para que serve um cunhado?”. Também seguiram a mesma linha as internautas Ana Duarte e Clara. Podem ler lá. Esclareço que conheço o senhor desembargador Edson Ulisses, que o tenho na minha quota pessoal de amizade como de um homem sério, correto e que tem uma história irretocável na vida sergipana. Edson é profundamente capaz, sua vida profissional deve ser um espelho para os advogados, principalmente por sua militância em defesa dos direitos humanos. Mas veja, o artigo não entra nessa questão. Não há nenhum desrespeito ao desembargador. As primeiras linhas são um registro do cotidiano familiar, de qualquer pessoa do povo, como sempre fiz. Não tem nada de específico. Não há ironia. A liberdade de crítica aqui exercida se deu apenas em um fato administrativo isolado: a não recusa de Edson Ulisses em julgar uma ação que tem entre as partes o governador que o nomeou e é seu cunhado. Pessoalmente, sempre defenderei que ele devia se manifestar impedido, como o já fez em outras ações anteriores (sabiam disso?) a bem da Justiça justa, evitando assim desgastes desnecessários para ele e para o governador. O desembargador Cláudio Déda se declarou impedido imediatamente. Além disso, será que os mesmos fundamentos da ilegalidade da greve usados por Edson Ulisses não estariam também na decisão de qualquer outro desembargador? A decisão de Edson Ulisses pode abrir um precedente perigosíssimo para a aplicação da Justiça quando o assunto for greve de servidor do Estado. Doutora Márcia e demais internautas, não costumo comentar comentários. Sou um defensor radical das manifestações em contrário às minhas. Procuro ter um profundo respeito com as visões discordantes. Aliás, elas são maioria aqui na coluna. Mas para não restar dúvidas diante dos comentários fiz questão de postar esse contra-ponto. Grande abraço.


cristiangoes@infonet

Continue lendo...

INDICADORES