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VIVA A VIDA!!!!!!!!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

7.591 sergipanos com até 12 meses morreram em 7 anos

De 2000 a 2007, em Sergipe, morreram 7.591 crianças menores de um ano de idade. O maior número de ocorrências foi verificado na capital, Aracaju (1.856 óbitos), Nossa Senhora do Socorro (634), Lagarto (383), São Cristóvão (284) e Itabaiana (281). Em todo o Estado, o Pacto pela Redução das Desigualdades alcançará nove municípios eleitos prioritários.

A maioria das mortes de recém-nascidos ocorre por causas evitáveis, entre elas falta de atenção adequada à mulher durante a gestão, no parto e também ao feto e ao bebê. Além desses fatores, a mortalidade infantil também está associada à educação, ao padrão de renda familiar, ao acesso aos serviços de saúde, à oferta de água tratada e esgoto e ao grau de informação das mães. Essa constatação orientou toda a estratégia do Ministério da Saúde, construída em parceria com as secretarias estaduais de saúde, em encontro que durou uma semana, no início de março, em Brasília.

Capacitação

O plano traçado para reduzir a mortalidade infantil no Nordeste, tem seis eixos de ações:qualificação da atenção pré-natal, ao parto e ao recém-nascido; formação de recursos humanos; gestão do trabalho, gestão da informação; vigilância do óbito infantil e neonatal e fortalecimento do controle social, mobilização social e comunicação.

Para qualificar a atenção ao pré-natal, ao parto e ao recém-nascido, a região contará com mais 301 equipes de Saúde da Família, que passarão de 4.430, para 4.731. Também haverá aumento do número de Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), que passará de 100, para 599 na região. Sergipe receberá 21 novas equipes de Saúde da Família, elevando o total para 276.

O plano prevê nos seus eixos de Educação na Saúde e Gestão do Trabalho, a qualificação de 6.895 equipes locais, de Saúde da Família, cada uma formada por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e agentes comunitários, até dezembro deste ano, por meio de educação a distância. Pela mesma modalidade, serão qualificados também 7.500 profissionais (pediatras e obstetras, equipes de unidades de terapia intensiva e de cuidados intermediários, além daqueles envolvidos no transporte e atendimento pré-hospitalar). A iniciativa objetiva dar aos profissionais condições de identificar e atender grávidas, e recém-nascidos de risco, bem como atuar nas urgências obstétrica e neonatal.

A capacitação de profissionais se estenderá a 1.500 técnicos dos Estados e municípios para o uso adequado dos sistemas de informação, codificação e análise de situação de saúde e vigilância epidemiológica de óbitos. De acordo com os técnicos da Secretaria de Vigilância em Saúde, a melhoria da qualidade da informação sobre as causas de morte é essencial para a definição de estratégias e ações voltadas à redução do número de óbitos.

A implantação de 225 pontos de telesaúde nos Estados descobertos, reforçará a
qualificação de profissionais. Os novos pontos (computadores interligados em rede) serão instalados em unidades hospitalares de referência ou universidades. Por meio deles, os profissionais nas bases podem sanar dúvidas sobre diagnósticos e ações que devem ser adotadas e, assim, evitar a morte de pacientes.

Leitos de UTI

Junto com o reforço à atenção básica, o Nordeste terá 357 novos leitos de unidade de terapia intensiva, elevando a oferta atual de 568, para 925. Deste total, o Sergipe receberá 15 novos leitos de UTI, ampliando sua capacidade para 54. Aumentará também o número de leitos das unidades de cuidados intermediários (UCIs), que passará de 30 para 74.

Os 192 municípios prioritários do Nordeste, contarão com cobertura de 100% do Serviço Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Atualmente, o Samu cobre 53% da população brasileira, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE -, em 193 milhões de pessoas.
Com o pacto para acelerar a redução das desigualdades, a meta é ampliar essa cobertura para 75% da população brasileira 144,7 milhões, até 2010, assegurando às gestantes e aos recém-nascidos, por meio da Central da Regulação Médica, acesso a esse serviço com melhor nível de atenção e transporte qualificado.

Para atender em 100% a demanda por leite humano para os bebês nascidos com menos de 1,5 quilo, nos 192 municípios prioritários, o Nordeste contará com 24 novos bancos de leite humano. Hoje, a oferta cobre apenas 58% da necessidade regional. Haverá também aumento do número de hospitais Amigo da Criança. Serão credenciados 50 hospitais que realizam mais de mil partos nos municípios prioritários, o que elevará para 102 o número de unidades com essa classificação.

Mais 70 hospitais serão integrados à Rede Norte-Nordeste de Saúde Perinatal, elevando de 33 para 103 o número de maternidades credenciadas com mais de mil partos nos municípios prioritários. A rede conta com a participação de universidades das duas regiões que, por meio de consultoria não remunerada, vão realizar diagnósticos, apoiar e implementar protocolos técnico-científicos, qualificar profissionais de saúde, que atuam na atenção à parturiente e aos recém-nascidos, e os gestores das principais maternidades e unidades neonatais de médio e alto risco.
Prioridade em SE

Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Lagarto, São Cristóvão, Itabaiana, Estância, Capela, Glória e Propriá.

Sergipe ganha

* Equipes de Saúde da Família, de 255 para 276 equipes.
* Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), contará com 34.
* Leitos de UTI , passa de 39 para 54 a oferta de leitos
* Leitos de UCI, a oferta passa 30 para 74 leitos.

Jornal da Cidade

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